Democracia Corinthiana – 8 Coisas Que Você Não Sabia

Você acha que conhece tudo da Democracia Corinthiana, né? Hoje vou te mostrar 8 coisas que você não sabia sobre essa história que marcou o Corinthians. Segura aí, que será uma viagem no tempo!

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1 – O CRIADOR

Em 1982, termina a gestão de Vicente Matheus na presidência, e Waldemar Pires é assume como presidente.

Pires escolheu um sociólogo como diretor de futebol do time, Adilson Monteiro Alves, com ideias revolucionárias para a administração esportiva. Adílson primava por ouvir os jogadores e outros membros da equipe corintiana. Assim, foi um período histórico para o clube no qual todas as decisões importantes como contratações, regras de concentração, direito ao consumo de bebidas alcoólicas em público e liberdade para expressar opiniões políticas eram decididas por voto igualitário.

2 – LIDERANÇA DO DR. SÓCRATES

O líder desse movimento era Sócrates, um gênio dentro e fora de campo. Ele era um cara inteligente, que estudava medicina e tinha umas ideias revolucionárias. Sócrates liderava a galera e defendia a participação dos jogadores nas decisões do time, dando voz a todo mundo. Mais tarde, em fevereiro de 2015, o jornal britânico ‘The Guardian’ elegeu Sócrates como um dos seis esportistas mais inteligentes da história (ele é o único futebolista da lista, ou seja, é o jogador de futebol mais inteligente da história, segundo o jornal).

3 – UNIFORME DO MOVIMENTO

Você sabia que a Democracia Corinthiana tinha até uniforme próprio? A camisa do Timão na época tinha a frase “Democracia Corinthiana” nas costas. Era uma forma de mostrar pro mundo que ali dentro a parada era séria. E a galera usava com orgulho! O Corinthians foi o primeiro clube a utilizar o uniforme com dizeres publicitários. Por iniciativa de Washington Olivetto, o time estampava em suas camisas frases de cunho político, como “Diretas Já” ou “eu quero votar para presidente”. Isso no período da ditadura militar.

4 – ALIADOS INESPERADOS

O movimento, iniciado por Adilson Monteiro Alves e abraçado pelos jogadores, contou com presenças ilustres para tornar-se grande como foi. Washington Olivetto, que declarara à revista Status que tinha “amor eterno” pelo clube aceitou na condição de que ele trabalhasse de graça e que ninguém tirasse proveito eleitoral da empreitada. Então, foi criado para ele o cargo de vice-presidente de marketing.

Além disso, Olivetto montou um conselho de marketing que reunia, entre outros, Boni, icônico diretor da Globo, Glória Kalil, jornalista, e Rita Lee, cantora de rock.

5 – POLÍTICA E FUTEBOL JUNTOS

A Democracia Corinthiana foi além do futebol! Os jogadores se envolveram em causas sociais e políticas, lutando pelos direitos do povo. Eles participavam de manifestações, davam entrevistas defendendo suas ideias e usavam o esporte como uma plataforma de transformação. Era a força do Timão sendo usada para fazer o bem! De fato, o movimento era contra a ditadura militar, que durou até 1985. Sua ideologia era sempre pedindo democracia e mostrando que a gestão do clube deveria ser um exemplo de igualdade para a sociedade.

6 – TÍTULOS E MAIS TÍTULOS

A Democracia Corinthiana deu sorte pro Timão, sabia? O Corinthians conquistou dois títulos paulistas seguidos, em 1982 e 1983.

7 – FIM DO MOVIMENTO

Toda história tem um fim, né? A Democracia Corinthiana durou até 1984, quando os dirigentes do clube começaram a ficar incomodados com tanta participação dos jogadores. A Democracia começou a minguar em 1984, quando Sócrates foi para a Itália e Casagrande para o São Paulo. Em 1985, Pires tentou eleger o pai de Alves, Orlando, como sucessor, mas foi derrotado. Infelizmente, o movimento foi se enfraquecendo lentamente e acabou chegando ao fim. Mas deixou um legado que até hoje é lembrado e admirado.

8 – A ‘NOVA ERA’ DA DEMOCRACIA CORINTHIANA

Sob a gestão de Duílio, o Corinthians, junto com a Nike, lançou um uniforme com referências a Democracia Corinthiana, como homenagem aos 40 anos do título paulista de 1983. A camisa é inteiramente branca, fazendo referência àquela utilizada no início dos anos 80. Na parte de trás, na altura da nuca, está eternizado o icônico logo da Democracia Corinthiana.

Entretanto, se a Democracia Corinthiana é um dos momentos mais icônicos da história do Corinthians, tendo Adilson Monteiro Alves como um marco no clube, não podemos dizer o mesmo de Duílio. O presidente corintiano pode terminar sua gestão sem nenhum título. A última vez que um presidente do Timão terminou o mandato sem título foi entre 1985 e 1987, justamente quando terminou a Democracia Corinthiana.

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